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September 8, 2015

Praxes e o mundo do trabalho

Uns dias atrás vi um vídeo de uma youtuber portuguesa onde falava sobre as praxes pois ela acabara o primeiro ano da universidade e preferiu falar depois de saber como as coisas realmente eram e como pessoa que está no mundo do trabalho decidi partilhar a minha opinião, não do vídeo mas sim do tema em si.
Fartam-se de dizer que aquilo é para integração dos novos alunos entre outras coisas e deixem-me que vos diga que isso no mundo do trabalho não vos vai servir de ABSOLUTAMENTE nada. Ainda que não tenha ido para a universidade quando acabei o Secundário planeio fazê-lo porque sei que isso é importante. 
No mundo do trabalho não vai haver nenhuma espécie de integração pelas pessoas. Se te quiseres integrar tudo bem senão, querem lá saber. Dá-lhes o mesmo - falo por experiência própria. 


Desde muito cedo fui uma pessoa introvertida, vivia no meu mundo e com a minha música e sinceramente isso para mim bastava mas, quando entrei para o curso depois dos meus colegas terem feito um esforço tremendo para eu me integrar chamaram-me à atenção para ser mais sociável e falar com as pessoas porque no "mundo do trabalho" teria de socializar etc. Isto valeu-me de porra nenhuma (para não dizer palavrões). 
Lamento desiludir-vos mas, no mundo do trabalho as pessoas não querem saber de integração, não ocupam o seu lugar, e desprezam-te (eu vivo isto todos os dias e é de doer na alma). As pessoas ficam FELIZES por tu baixares de cargo - um pequeno aparte, eu acabei o meu estágio e foi-me dito para me inscrever em trabalho temporário e quando na empresa viram que tinha passado de estagiária a trabalhadora temporário, só faltou terem feito uma festa - e ficam piores que estragadas se subires. As pessoas só querem saber da tua vida: o que é que estás a fazer, como é que vais para o trabalho, que estudos tens e muito mais coisas. 

August 19, 2015

"É assim em todo o lado"


Já tenho vindo a pensar nisto à bastante tempo mas acho que só agora é que a minha paciência acabou - ou esteja acabar - e eu preciso de partilhar o que está guardado na minha cabeça à algum tempo. Creio que já sabem que estou em estágio profissional - que acaba esta semana - e ao longo destes nove meses apercebi-me de algumas coisas; coisas estas que me incomodam. 
Se tivesse de nomear uma razão que me tira de mim mesma é o facto das pessoas não darem bom dia. Eu compreendo, a sério que sim. Eu também não sou a Miss Simpatia e às vezes calha de não o fazer quer por estar ocupada e nem me dou conta ou simplesmente porque estou distraída MAS, quer veja a pessoa uma vez, quer a veja 150 vezes eu dou-lhe bom dia ou boa tarde de todas essas vezes. 
Aqui a questão é que há pessoas que me ignoram constantemente e que fingem que não me vêm ou então me desprezam o que me chateia ainda mais. 
Já partilhei este pensamento com algumas pessoas mais velhas e com mais experiência e a resposta que ouvi até agora foi "Isso é assim em todo o lado". 

Agora eu pergunto-me:  
"Porquê lutar contra a corrupção, por exemplo? Afinal de contas é assim em todo o lado."

August 5, 2015

A fotografia


Eu pensava que ia aguentar mas eu estou a chegar ao ponto em que é demasiada coisa a acumular e preciso que alguém me oiça por 5 minutos que sejam. Não vou estar com grandes introduções ao assunto nem explicar o que é que se tem passado porque senão isto vai ficar enorme. 

Como sabem eu estou em estágio profissional e esta semana foi o aniversário do Grupo a que essa empresa pertence e, juntando o útil ao agradável foi também a "inauguração" da nova cantina porque a atual dará lugar a máquinas que estão para chegar. 
Na hora do almoço, a funcionária da empresa avisou-me para passar pela nova cantina porque tinha lá bolo devido à inaguração. Naquele dia definitivamente não estava virada para os doces e ignorei aquele recado contudo, ao sair da cantina passei por alguém dos Recursos Humanos que disse novamente para passar pela cantina nova. Admito que acabei por fazê-lo por receio de ser repreendida por alguém por não ter ido lá e lembro-me de na altura ter pensado "Porque não?".
Tal é o meu espanto quando chego lá e está o Diretor dos Recursos Humanos e um FOTÓGRAFO (vi logo o filme todo. Eu DETESTO tirar fotografias. Quando são fotos 3x4 ainda tenho margem de manobra porque posso por uma roupa bonita, maquilhagem, arranjar mais o cabelo, etc. epah, já sei quando é e já sei para o que vou mas aquela fotografia horrosa, meu deus.) 

Como alguns trabalhadores vão de férias nos meses de Julho-Agosto foi-me proposto fazer o lugar deles e por isso pedi uma farda para não sujar a minha roupa. E é com essa roupa que estou na fotografia: farda, cabelo preso e óculos. Melhor cenário impossível.
Tentei recusar e levar a situação na desportiva mas recebi como resposta "Mas TENS de tirar!". Não me dei ao trabalho de argumentar mais porque já sabia que não me ia valer de nada e além disso é meu superior. Fui para o lugar em frente à camera e peguei na moldura depois de ter dito a mim mesma "Vamos acabar depressa com esta palhaçada!". 

A razão de estar a escrever isto não é na fotografia em si mas o facto de ter sido (quase) obrigada a tirá-la. Achei uma enorme falta de respeito obrigarem-me a fazer algo contra a minha vontade. A minha auto-estima não está no seu melhor e eu ainda menos. Não estou com cabeça, nem disposição, para fingir sorrisos e felicidade que não existem principalmente num sítio onde as pessoas nem bom-dia dão. 

January 19, 2015

A verdadeira razão ...

(A Emma fica 1 semana sem vir ao blog e perde logo o jeito ... enfim.)

Eu sei que não tenho sido/sou constante nas publicações do blog e isso tem um motivo. Eu tenho um segundo blog e que como é óbvio não vos vou dizer o nome :D Eu fofa? Sempre ;) 

 

Este segundo blog não tem absolutamente nada a ver com aquilo que eu publico no Sleep Sleeker porque a Emma tem mais conhecimentos para além daqueles que aqui deixa transmitir.
O Sleep Sleeker para quem não sabe foi criado em meados de Fevereiro-Abril (não tenho a certeza) para partilhar convosco o meu (primeiro) estágio para que quem nunca teve essa experiência tivesse uma ideia de como era para além de partilhar as peripécias que me aconteciam e também para ter uma ideia daquilo que tinha feito ao longo dos 3 meses para me ajudar no relatório de estágio. 
Voltando ao que interessa, eu tenho um segundo blog e é essa a razão da minha ausência para além de que as aulas de código não ajudam muito. E para quem não sabe a Emma, literalmente DOIS ANOS depois, decidiu finalmente aparecer nas aulas de código. Eu merecia uma tareia, eu sei. 
Para ajudar à festa, porque dois motivos é pouco, o blog do Mr. Right e as suas demonstrações de carinho por outras raparigas não ajuda muito. Eu ciumenta? Que ideia! Nah, just kidding. 
Agora a falar a sério, eu chego a casa às 17h45 e nos dias que tenho aulas (duas vezes por semana) chego a casa às 21H15 e é jantar, tomar banho e dormir. Não dá tempo nem vontade para publicar nada.
Por fim, os meus sapatos de proteção super lindos, os quais uso mais de 8 horas por dia, deixam-me com umas dores nos pés que não desejo a ninguém.

December 18, 2014

Uma breve explicação


Emma's back!! 
Antes que estejam com os rolos da massa prontos a dar-me uma sova deixem-me explicar-vos o que é que se passou, durante 1 mês, para melhor compreenderem o porquê da minha ausência. 
Como sabem, ou não, eu estive cerca de 2 meses em casa porque, mais uma vez como sabem ou não, eu estive em estágio recentemente e a empresa fez o pedido ao IEFP (centro de emprego) e isso leva algum tempo a ser aprovado. Além disso, quando alguém está em casa durante 2 meses não à muito que se possa fazer, ou dizer neste caso.
Eu quis partilhar isto convosco que é para pessoas como o Mr. Right não dizerem que não faço nada da vida. É claro que eu podia dar stalk ao Mr. Right e fazer-lhe uma visita surpresa à porta de casa mas não queremos que o meu fofinho tenha um ataque de coração; além disso, já lhe basta ver a minha cara feia no Skype. Não é preciso vê-la pessoalmente, se é que me entendo.
Espero que me perdoem e compreendem que agora a Emma tem um trabalho, do qual gosta muito, e que vai tentar não voltar ao blog só em 2015 ;)

October 25, 2014

Universidade

 
Peço desculpa se esta publicação vai ser ofensiva mas eu estou MUITO revoltada. Se por acaso andarem na universidade digam-me como é que é possível apresentarem um trabalho que nem o fizeram nem o leram? Eu sinceramente estou curiosa.
Eu digo isto com conhecimento de causa. Desde dia 8 que estive a traduzir a porcaria de um documento (científico, acho eu) do qual tenho 0 conhecimentos sobre o assunto. Não conheço o assunto, não conheço conceitos, expressões, rigorosamente nada. Mas para melhorar a situação (como se passar o meu aniversário preocupada com a merda da tradução do que em festejar propriamente não fosse suficiente) ainda me pedem para fazer a apresentação.
Resumindo, se era para fazer a porcaria da apresentação mais valia terem-me dito logo que poupava tempo em traduções. Traduzia só o que não percebia, mas não. Isso seria demasiado simples.
E eu sei que estou em casa à quase dois meses mas é cansativo ouvir todos os dias "Já fizes-te o trabalho?". Se estou em casa, não é porque eu queira de certeza absoluta. Não é culpa minha que a aprovação dos estágios profissionais demore uma eternidade. 

September 18, 2014

O início do pesadelo

Quando o Sleep Sleeker foi criado a minha principal ideia era partilhar convosco o meu (primeiro) estágio profissional, para quem está ou estará na mesma situação que eu tivesse uma ideia de como iria ser. E sim, é claro que cada estágio é um caso. Aqui fica a minha primeira semana de estágio: 

12/4/2014
Comecei a minha primeira experiência profissional esta semana. Depois, na quinta, na hora de almoço fui ao McDonalds com as minhas colegas de estágio, sim colegas porque o estágio delas é diferente do meu. Seja como for, estávamos no Mac e uma delas disse "Tu não és muito de falar pois não?". Respondi-lhe um simples "Pois" mas mentalmente continuei a resposta. "Quando as pessoas estão sempre a falar e ainda por cima falam por duas pessoas não dá o que falar." pensei eu. Contudo, acabei com uma desculpa esfarrapada de "eu quando conheço as pessoas não sei o que dizer". Enfim, tretas.
Eu não quero falar contigo. Tu estás sempre a falar sobre tudo e mais alguma coisa e eu não gosto que as pessoas me queiram conhecer logo no primeiro dia. Não gosto que as pessoas esperem que eu seja desinibida no primeiro dia, ou neste caso, na primeira semana portanto shut up and leave me alone.